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Livro: A garota que você deixou para trás


Jojo Moyes, Intrínseca, 2014



Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo — a família, a reputação e a vida — na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra.

Quase um século depois, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo.



Vi o trailler do livro da autora que virou filme o 'Como eu era antes de você' e fui correndo comprar, na época a amazon estava com muitas promos e aproveitei para adquirir outros livros da autora. Confesso que ando meio rebelde. Só resenho os livros que gosto. Li o 'Como eu era antes de você' e não curti muito. Curti, mas não curti muito. Tá, não gostei do final, exclui ele da minha mente e por fim não consegui resenhar. ;-( 

A garota que você deixou para trás nos deixa ansiosos, tristes, emocionados. A história alterna entre passado e futuro, confesso que esse recurso me causa uns leves espasmos de raiva, pois sou extremamente ansiosa, mas tenho também que confessar que é interessante ver o futuro se desenrolando e entender o porque de tudo aquilo.

No passado: uma guerra. Os personagens do passado são fortes, é fácil amá-los e odiá-los dependendo de que lado do front eles estão. Na história da vida de Sophie essa definição ficará meio embaralhada.

Já no futuro os personagens são mais óbvios. Liv como personagem principal é meio fuén. Sem personalidade, meio irritante. Uma personagem chata. Mas, ... Mas, nada ela continua chata e sem personalidade até o final do volume, só que mais agradável quando deixa ser cabecinha de vento.  Os personagens Greg e Mo são os mais divertidos.

O livro é um romance, então não foge muito a regra: os acontecimentos do futuro são meio óbvios. Mas curti escrita da Jojo. Gostei da autora e depois da decepção do 'Como eu antes de você' e de ter gostado bastante desse, tenho uma leve impressão que a Jojo é daquelas que não se importam muito com a reação de seus leitores. Acho bacana isso, autores que escrevem independentemente do que os leitores vão achar. Curti muito a narrativa deste volume e to até pensando em reler o 'Como eu era...' porque apaguei ele da memoria e não lembro de ter gostado tanto assim da escrita da autora. ;-( 

Enfim: é um romance, é meio obvio, é cheio de surpresas e ... gostei da fórmula. ;-)



Para ler resenhas de outros livros, é só clicar na Tag: Livros e para conhecer minha meta de leitura para 2016 é só buscar na barra lateral o link da Reading Challenge, da comunidade de leitores do goodreads. >>>>


Livro: O pesadelo de Lars Kepler (pseudônimo)




Lars Kepler (pseudônimo), Intrínseca - 2012


"Após conquistar os leitores em O hipnotista, o detetive Joona Linna está de volta em 'O pesadelo'. Best-seller internacional, o thriller policial de Lars Kepler foi aclamado por público e crítica em dezenas de países. Agora, o autor nos deixa sem fôlego com um novo quebra-cabeça, cujas peças o detetive mais carismático, intuitivo e obstinado da Suécia precisa encaixar. 

Tudo começa quando a polícia descobre o corpo de uma jovem dentro uma lancha à deriva no arquipélago de Estocolmo. Seus pulmões estão cheios d’água e os médicos legistas afirmam que ela morreu afogada. No entanto, o barco está em perfeito estado e o corpo e as roupas da mulher estão secos. No dia seguinte, um alto funcionário do governo sueco aparece enforcado em seu apartamento. Ele flutua no ar enquanto uma enigmática música de violino ressoa por todo o ambiente. 

Tudo indica que foi suicídio, mas o salão tem pé-direito alto e não há nenhum móvel em volta no qual ele possa ter subido.Encarregado de desvendar os dois mistérios, o detetive Joona Linna tenta estabelecer um vínculo entre esses acontecimentos que, à primeira vista, não têm relação. Ao descrever o curso vertiginoso de eventos para os quais a lógica é um mero prelúdio, o mais assustador em O pesadelo não são seus crimes horripilantes, mas a psicologia obscura de seus personagens, que mostram como somos todos cegos a nossas próprias motivações."


Os autores suecos são surpreendentes. Já li Steg Larsson na trilogia eletrizante de Millenium, e Camila Lackberg em A princesa de gelo. São excelentes escritores, as tramas sempre bem escritas e cheias de detalhes e informações e os finais é claro, sempre inesperados. 

Não é diferente com O pesadelo, uma trama cheia de suspense, muito misteriosa e envolvente. Daqueles volumes que é impossível parar de ler. Não há muito o que falar, pois nesse caso, fica impossível comentar sem dar spoiler, pois é uma história de muitas reviravoltas. 

A primeira impressão que tive de Joona Lima foi que ele era inteligente e misterioso demais, uma vez que faltavam informações sobre sua 'pessoa', mas não sabia que O pesadelo é o segundo volume de uma série. Mesmo a história sendo independente, acredito que as maiores informações sobre esse personagem principal esteja no primeiro volume.

Mas, impossível não gostar do cara que entre um problema grave de saúde e um estranho namoro resolve todas as questões dos crimes mais absurdos e violentos da Suécia.

 O final do livro faz introdução do terceiro volume, deixando questões abertas, mas que só deixam o leitor curioso, em nada comprometem a história lida.

Amei o casal de escritores Lars Kepler e já estão na minha lista de autores para acompanhar.






Livro: A Fúria do Lobo




Patricia Briggs, Novo Século - 2013 




" Agora que os lobisomens revelaram-se aos seres humanos, eles não podem dar-se ao luxo de ter publicidade negativa. Infrações que poderiam ter sido ignoradas no passado agora devem ser punidas, e a tensão de fazer o trabalho sujo do seu pai está se tornando um fardo para Charles. Charles e Anna são enviados para Boston, quando o FBI pede ajuda à alcateia no caso de uma série de assassinatos. Eles rapidamente percebem que não apenas as três últimas vítimas foram lobisomens, mas também que as outras vítimas foram todas Fae. Alguém está matando lobisomens e Fae intencionalmente. E Anna e Charles também estão na mira do assassino... "




Anna e Charles saem em uma estimulante caçada junto ao FBI e outras equipes governamentais. Porém, Charles que antes da Anna era tão seguro de seu lugar no mundo e das tarefas que seu pai ordena que ele execute. Agora, precisa aprender a lidar e a espantar seus fantasmas, ao mesmo tempo que precisa enfrentar um assassino em série. 

Depois desse terceiro volume entendo que a intenção da autora é criar uma série de fato, por isso cada volume é independente.


Acho que ela melhorou a escrita significativamente e mesmo com um livro independente a escrita não ficou repetitiva e fraca como no primeiro volume. É notável a diferença e a evolução na narração do primeiro volume para o segundo e ainda mais neste terceiro volume. 

Gostei muito mais deste volume. O último da série foi lançado em março este ano, e ao parece ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. 



Livro: O domínio do Lobo - Novo Século




Patricia Briggs, Novo Século - 2013



"Depois de se transformar em lobisomem, Anna Latham não fazia ideia do quanto sua vida se tornaria complicada... e perigosa, já que acabaria se tornando a companheira de Charles Cornick, o filho do líder de todos os lobisomens da América do Norte, Bran. Anna e Charles são convocados para uma importante reunião, que pode mudar o destino de sua espécie. Bran acredita que é chegada a hora de os lobisomens do mundo revelarem sua existência à humanidade. Porém, o mais temido lobisomem Alfa da Europa se coloca radicalmente contra o plano, e ele parece não ser o único a ter esta opinião. Quando Anna é atacada, ela e Charles resolvem combinar seus poderes para descobrirem quem estaria por trás disso tudo... ainda que isso lhes custe suas vidas. "


Anna e Charles precisam trabalhar juntos, pois agora ela é a companheira de um homem importante e precisa demonstrar saber qual é sua posição.  A Anna do primeiro volume era chatíssima, eu não estava aguentando tanta insegurança e temor da personagem, seu companheiro ficava em uma posição de extrema hesitação no relacionamento, e a leitura foi se tornado cada vez mais chata.

Nesse volume a cumplicidade do casal começa a aflorar e é bem animador ver dos dois compartilhando de fato a mesma vida e sentimentos. Confesso que deu muito mais prazer em ler uma Anna mais confiante. 

Esse segundo volume foi bem melhor, diálogos mais bem construídos, com muito mais alma. Um jogo de sedução mais elaborado, o casal ficou sensual e bem mais atrativo. 

Acho que para dar esse levante na personagem a autora massacrou demais a personalidade do personagem no primeiro volume. O que foi extremante cansativo e desanimador. Confesso que se não tivesse a série em mãos, não teria continuado a leitura.

O segundo volume termina com a historia bem amarrada, não dá para imaginar o que pode vir no terceiro volume, na verdade nem o que justifica a necessidade de um terceiro. but

Mas, estou iniciando o terceiro volume e pude entender o porque da narrativa ser tão repetitiva, tanto no segundo volume, quanto no primeiro. As histórias são independentes, cada volume trata de um tema, com inicio, meio e fim. A história de Anna e seu Charles segue uma continuidade, na aproximação, intimidade, mas não é necessariamente uma sequência. Cada volume tem sua história e ela é finalizada ao final do volume. Para compreender cada história, não se faz necessário ler o volume anterior.

Apesar dos momentos de tensão ainda serem fracos, e da autora nunca resolver os combates de forma empolgante, pois eles sempre terminam de maneira inesperada, e infelizmente não é  um inesperado bom. Eu gostei deste segundo livro. Achei mais movimentado, com mais ação, apesar da escrita fraca.





Livro: Lobos não choram - Novo Século



Ando muito preguiçosa para ler, ainda não sei bem porque. Mas, tem uma gama de livros que já li e não resenhei, por motivos de: também não sei. kkk. Mas, retomei a curiosidade de ler essa semana, depois de meses de abstenção, li o primeiro volume da série Alfa e Omega em dois lindos dias como de costume. Não achei oh meu Deus que livro, na verdade não curti muito. Mas, por ser fácil de ler deu uma renovada no animo. Porque oh dó de entrar no goodreads e ver que o último livro lido completo foi em Julho. chorare!!

Houve uma época linda que eu fazia planilha de lidos no Excel. Fazia o book challenger do goodreads e sempre cumpria com a meta. E em dezembro fazia a retrospectiva literária do blog pensamento tangencial animadamente. But, isto é passado. 

Tenho tido muitos desses momentos nos dois últimos anos, momentos que simplesmente não quero ler nada, ou nada do que tenho e como não tenho comprado, pois tenho muitos na estante não lidos. Acabo não lendo absolutamente nada. Eita desabafo. :0


Que dó! mas, e a resenha? Sim, vamos a resenha. 



                                                                           Patricia Briggs, Novo Século, 2013



"Anna nunca soube que Lobisomens existiam, até a noite em que sobreviveu a um ataque violento... E se tornou um deles. Depois de três anos como o membro menos importante da alcateia, Anna aprendeu a manter a cabeça baixa e a nunca, jamais, confiar nos machos dominantes. Foi então que Charles Cornick, o matador de aluguel e filho do líder dos lobisomens da América do Norte, entrou em sua vida." 




Cortei parte da sinopse porque nunca li uma sinopse oficial tão cheia de Spoiler. fail da editora? 
A Anna é uma protagonista oculta e apagada. Uma heróina fraca e insegura. Nesse primeiro volume pouco é apresentado da personagem, pelo menos eu fiquei com a sensação de que pouco da vida e mente da personagem foram apresentados. Pois, tudo que li, foi que ela tinha medo, medo e medo.

Os pontos altos, as tensões do livro foram bem poucos construídos, o primeiro beijo do casal foi inexpressivo, os primeiros contatos foram cercados de medo e temor, a narração que deveria nos deixar com expectativas, excitações e até inveja foi bem decepcionante. Pelo menos para mim que já li livros bem mais elaborados nesse quesito. Não sei como um romance pode sobreviver a energias tão ruins e não sei como a autora sairá deste clima pesado nos próximos da série.

Achei a escrita um pouco fraca, aparentemente a autora usa um recurso bem fraco para encher páginas, a repetição de frases com a mesma construção, algumas exatamente iguais. Não sei se é falha na tradução, ou se o original que é assim. Encontrei uns errinhos de digitação, frases incompletas e coisas do tipo. 

A história é clichê para quem já leu livros com esse tema, mas dá para se divertir, apesar do pesares. Sabe, é como ler Nicholas Sparks ou Jonh Green, que por sinal tenho uma coleção. Gosto de leituras fáceis e descomplicadas, para dar um tempo na mente.

Não sei explicar o porque, mas mesmo sendo ruim vou até o fim para ver no que vai dar. Mas, só vou terminar pois uma amiga me emprestou os volumes, confesso que se tivesse que comprar não pagaria um real por ela.  






Livro: A vida em tons de cinza




Ruta Sepetys - Arqueiro, 2011 


"Lina Vilkas é uma lituana de 15 anos cheia de sonhos. Dotada de um incrível talento artístico, ela se prepara para estudar artes na capital. No entanto, a noite de 14 de junho de 1941 muda para sempre seus planos. Por toda a região do Báltico, a polícia secreta soviética está invadindo casas e deportando pessoas. Junto com a mãe e o irmão de 10 anos, Lina é jogada num trem, em condições desumanas, e levada para um gulag, na Sibéria.


Lá, os deportados sofrem maus-tratos e trabalham arduamente para garantir uma ração ínfima de pão. Nada mais lhes resta, exceto o apoio mútuo e a esperança. E é isso que faz com que Lina insista em sua arte, usando seus desenhos para enviar mensagens codificadas ao pai, preso pelos soviéticos."
Fonte: Verso do livro. 


Eu costumo ler livros baseados em história reais e muitos tem como plano de fundo: guerras. Assim como: A menina que roubava livros, O Diário de Anne Frank, Resistência entre outros que já li. Confesso que  dentre todos que já li A vida em tons de cinza foi o segundo que mais me marcou (#1-A menina que roubava livros). Não consegui ler nada, nenhum outro livro por duas semanas seguidas. Começa e parava. Até que me dei um tempo de luto pelo fim do livro.  Porque não parava de pensar na história. Tenho esse defeito. Sou consumida pela história de tal forma, que mesmo após terminar a leitura não consigo pensar em outra coisa. Fico dias pensando a respeito, conjecturando sobre os personagens. É uma qualidade enquanto estou lendo, mas um defeito ao termino da leitura. Até porque tem leituras que não são fáceis.

A narração feita pela Lina é bem direta, não há pausa, nem surpresas. Gosto disso, pois não dá tempo de montar a história na cabeça. Pouco descritiva, mas o suficiente para colocar o leitor no local. O livro é dividido por seções, mas é cronológico. Tem inicio, meio e fim.


Lina é um personagem marcante. É forte, inteligente e determinada. A busca por informações e notícias do pai a faz ficar focada e concentrada apesar de todo horror em que ela está vivendo. E acho que esse é o ponto que me consome. Fico tentando compreender o que move uma pessoa em uma situação como essa. Essa força e garra pra viver nem que seja apenas mais um dia. Livros assim me fazem refletir sobre a vida e ambições. 

Em seu livro de estréia a Ruta Sepetys foi muito certeira. Escreveu uma história marcante de luta pela vida, contou  a história silenciada de seus descendentes, e ainda teve espaço para um romance leve e fofo.







Livro: Tony e Susan



Austin Wright - Intrínseca, 2011.


“Há vinte e cinco anos, Susan Morrow deixou Edward Sheffield, seu primeiro marido. Certo dia, em sua nova casa, no subúrbio, onde mora com o segundo marido e os três filhos, ela recebe, pelo correio, um embrulho que contém o manuscrito do primeiro romance de Edward. Ele lhe pede que leia seu livro: Susan sempre foi sua melhor crítica, justifica.
Ao iniciar a leitura, Susan é arrastada para dentro da vida do personagem Tony Hastings, umprofessor de matemática que leva a família de carro para a casa de veraneio no Maine. Quando a vida comum e civilizada dos Hastings é desviada de seu curso de forma violenta e desastrosa, Susan se vê às voltas com seu passado, obrigada a encarar a própria escuridão e a dar um nome para o medo que corrói seu futuro e que vai mudar sua vida.” 



A forma como a narrativa se desenvolve é bem interessante. São duas histórias contadas simultaneamente. De um lado Susan e sua pacata vida e de outro Tony e a viagem que mudará sua vida.

Acontece que na história de Susan não há nada de grandioso, ficando a cargo de Tony trazer a tensão, emoção, e tudo mais que lemos nas críticas.

É fato: o livro é muito inteligente.  O autor utiliza alguns artifícios para “engordar” o livro, mas ainda assim a leitura é rápida.  Mas, tenho de confessar que não gostei do desenrolar do meio para o final. 

A sinopse descreve um clima de mistério, e as boas críticas nos faz acreditar em algo, que para mim não se cumpriu. Tenho fé, esperança e mania de acreditar no final que "é o certo". Mas, para quem é desapegado, acho que vale a leitura. Perseguições, assassinatos, suspense, muito mistério e um “climinha” de romance compõe a receita de Tony e Susan. 


Retrospectiva Literária 2013




31 de dezembro é dia da tradicional Retrospectiva Literária proposta pelo blog Pensamento Tangencial.  Bom, esse ano não cumpri minha meta de leitura que era de apenas 30 livros. Tenho de confessar que a preguiça me dominou. Da minha meta li apenas 14. 




Vamos a eles!






A aventura que me tirou o fôlego: Com certeza a continuação saga da Maldição do Tigre.  Li os 3 últimos da saga. Já tinha adorado o primeiro e gostei muito da sequencia.





O livro que me surpreendeu é nacional: A Bandeja - Lycia Barros








O suspense mais eletrizante: O prisioneiro do Céu - Zafón









O livro que me decepcionou: Cidade da Penumbra de Lolita Pille. Gosto da linguagem da Pille, mas achei esse livro muito louco e cansativo demais.


O livro de fantasia que me encantou: Travessia - Allie Condie







O(a) autor(a) revelação: Jonh Green

O livro que me fez rir: O Teorema de Katherine - Jonh Green








O livro mais criativo, que também é um romance que me fez suspirar, e que também  me surpreendeu bastante foi: O Circo da Noite


A capa mais bonita: A saga Maldição do Tigre e O Circo da Noite

O melhor livro que li em 2013: com toda certeza o mágico O Circo da Noite






Li em 2013: somente 14 livros.
A minha meta literária para 2014 é: 30.




Livro: O Circo da Noite


Erin Morgenstern - Intrínseca, 2012


Sinopse:

Sob suas tendas listradas de preto e branco uma experiência única está prestes a ser revelada: um banquete para os sentidos, um lugar no qual é possível se perder em um Labirinto de Nuvens, vagar por um exuberante Jardim de Gelo, assistir a uma contorcionista tatuada se dobrar até caber em uma pequena caixa de vidro ou deixar-se envolver pelos deliciosos aromas de caramelo e canela que pairam no ar. Por trás de todos os truques e encantos, porém, uma feroz competição está em andamento: um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, treinados desde a infância para participar de um jogo ao qual apenas um deles sobreviverá.
À medida que o circo viaja pelo mundo, as façanhas de magia ganham novos e fantásticos contornos. Celia e Marco, porém, encaram tudo como uma maravilhosa parceria. Inocentes, mergulham de cabeça num amor profundo. Mas o jogo tem que continuar, e o destino de todos os envolvidos, do extraordinário elenco circense à plateia, está, assim como os acrobatas acima deles, na corda bamba.
 * retirado do site da editora Intrínseca.




A história é muito diferente de tudo que já li. Supreendente é a palavra correta. Não há como esperar, investigar, decifrar, prever, advinhar nada. Toda narrativa é envolvida em suspenses e surpresas. A autora foi muito feliz em seu livro de estréia. Vai ser difícil ela se superar.  A história é muito complexa, cheias de mistérios, muito bem elaborada e amarradinha. Fico imaginando onde a autora buscou inspiração para escrever uma história tão cheia de magia.

Viajei no trem de um Circo mágico do amor. E foi impressionante! 







Livro: Férias




Marian Keyes - Bestbolso (Ed. Record), 201.1




Sinopse:
Marian Keyes retrata o universo feminino de modo irreverente e cômico. Férias retrata o universo de  Rachel Walsh, que após perder o emprego em Nova York, ser deixada pelo namorado Luke Costello e quase morrer de overdose, é obrigada pelo pai a se internar em uma clínica para dependentes químicos na Irlanda. Pensando que iria para um spa curtir férias, Rachel se revolta quando descobre que está internada em um centro de reabilitação, e se recusa a admitir que tem sérios problemas, afinal, “não era magra o bastante para ser uma toxicômana”. Ela precisará atravessar uma intensa jornada até reconhecer seus erros e reconquistar as pessoas que mais ama.  
*retirado do site Editora Record, com alterações .



Como já tinha lido outro livro da autora - Melancia, que por sinal é super auto-astral e divertido, resolvi ler Férias e como não costumo ler sinopse, escolhi pelo nome mesmo. Não fazia idéia de que é a "continuação" das complicadas vidas das meninas da familía Walsh. Pensei que seria o mesmo "clima" do outro. Ledo o engano. Férias é bem diferente de Melancia, é pesado, pois trata de um tema muito doloroso: Drogas...

A narrativa se dá entre passado e presente. A todo momento Rachel compara o que viveu, com o que está vivendo no centro de reabilitação. No todo, é muito tempo vivendo com a realidade do Centro e das dificuldades. Após, esse período tem muito pouco tempo da personagem sendo feliz. Acredito que autora queria chocar mesmo, mostrando todas as dificuldades enfrentadas pelos dependentes. Bem, ela conseguiu. Férias é real. 





Livro: O Amor Mascarado


Balzac - Bom Texto, 2003

Sempre quiz ler algo do Balzac, já que seus livros são considerados clássicos, então na visita que fiz ao projeto de leitura da  Imprensa Oficial que vende livros a preços super populares no Shopping Rio em SG, aproveitei e comprei um exemplar de um romance inédito no Brasil.

 Sinopse:
O livro é a narrativa da história de Elinor, que era a viúva mais rica e jovem da Martinica. Desgostosa, de um lugar onde ela conhecera só as aflições de um infeliz casamento, resolveu estabelecer-se na França. Decidida a não mais se casar, a jovem gozava da alegria da liberdade. Mas sentindo que toda essa independência não era só felicidade - percebeu que era-lhe necessário ainda algum interesse na vida a que se ligar. O ócio de uma longa viagem lhe forneceu o tempo de necessário para empreender um plano surpreendente.

A motivação para comprar o livro além do preço, foram o nome do autor e capa que é bem bacana, em auto-relevo, esse é meu mal eterno. Não esperava nada da leitura, ando meio cética mesmo. A narrativa começa bem lenta, mas até que os acontecimentos se desenrolam com velocidade. Não há nada de muito surpreendente, apesar de se tratar de um romance-com-suspense-e-muito-mistério, mas para quem já leu Millennium, é de se esperar que tudo que venha depois torne-se apenas... Interessante. Bom, no fim gostei do autor e pretendo ler outros dele.





Restropectiva Literária 2012






Fim de ano é tempo de Retrospectiva Literária proposta pelo Pensamento Tangencial. Esse ano li muito pouco. Foi um ano corrido demais e minha cabeça estava tão povoada de pensamentos, idéias e afazeres que acabei não conseguindo me fixar em nenhuma leitura de Julho para cá. Bom, de qualquer forma li coisas tão bacanas no inicio do ano que já valeu. Dos 31 lidos, destaco os que mais gostei e os que menos gostei.


Vamos a Eles!




 
O suspense mais eletrizante foi a Coleção Millennium. Sem palavras para comentar o trilogia de Stieg Larsson. Já a aventura que me tirou o fôlego foi A Maldição do Tigre, história muito bem construída e com "movimento". Da uma vontade louca de chegar ao final.  

O romance que não me fez suspirar, mas foi bacana, foi o romance adolescente A Fera. A saga que me conquistou foi Hush Hush. Não esperava muito, mas gostei.



O livro que me fez e faz refletir é também o clássico que me marcou. Fahrenheit 451, o mundo de Ray Bradbury onde é proibido ler e pensar por si mesmo é fantástico.




Os livros que me surpreenderam foram: A sombra do vento, um suspense e tanto, e muito bem "amarrado" e Lolita, me impactei com a escrita de Nabocov, muito inspirador, fiquei semanas com aquele desenrolar de adjetivos do autor na cabeça. Nabocov escreve como se uma cachoeira de palavras derramasse sobre o papel, é incrível. Foi a primeira vez que li uma escrita assim.

A decepção do ano foi A garota dos pés de vidro. Comprei pela capa, que é linda, mas o conteúdo é totalmente sem propósito e desnecessário. E também Um dia. Cansativo e com final decepcionante.


O melhor do ano foi a Coleção Millennium.

Em 2012, li 31 livros.




A minha meta literária para 2013 é de ler de 40 a 50.




Livro: A Sombra do Vento




                                                                    Carlos Ruiz Zafón - Suma, 2007





Sinopse:

”Tudo começa em Barcelona, em 1945. Daniel Sempere está completando 11 anos. Ao ver o filho triste por não conseguir mais se lembrar do rosto da mãe já morta, seu pai lhe dá um presente inesquecível: em uma madrugada fantasmagórica, leva-o a um misterioso lugar no coração do centro histórico da cidade, o Cemitério dos Livros Esquecidos. O lugar, conhecido de poucos barceloneses, é uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de que alguém as descubra. É lá que Daniel encontra um exemplar de "A Sombra do Vento", do também barcelonês Julián Carax. O livro desperta no jovem e sensível Daniel um enorme fascínio por aquele autor desconhecido e sua obra, que ele descobre ser vasta. Obcecado, Daniel começa então uma busca pelos outros livros de Carax e, para sua surpresa, descobre que alguém vem queimando sistematicamente todos os exemplares de todos os livros que o autor já escreveu. Na verdade, o exemplar que Daniel tem em mãos pode ser o último existente. E ele logo irá entender que, se não descobrir a verdade sobre Julián Carax, ele e aqueles que ama poderão ter um destino terrível.”


O livro é o tema do Clube do Livro desse mês, mas confesso que depois de ler Marina - que não gostei do final - andava meio desconfiada do Zafón e não estava dando muito crédito para a A Sombra do Vento, não.

Zafón coloca tantas tramas na mesa, tantas informações, que várias vezes tive o momento: para tudo, deixa voltar aqui, porque não to entendo nada. Até pensei, ele não vai conseguir fechar todos os pontos.
Na minha humilde opinião, ele se consagrou como o mestre dos suspenses, eita livrinho cheio de tramas emaranhadas.

O livro começa com Daniel nos contando sua história. Do dia em que seu pai o leva ao Cemitério dos Livros ao dia de sua morte (a morte dele não é spoiler, tá. Leia o livro e você saberá o porque). O relato gira em torno do livro que ele escolhe no Cemitério, cujo nome é A Sombra do Vento, e que muda completamente sua vida.

Daniel passa por muitas aventuras por causa deste livro. Perde amigos e faz novos também, entre eles o Férmin, que é o personagem mais engraçado e interessante do livro. É comediante, poeta, pensador e o criador das “pérolas filosóficas” do livro.

É interessante como somos levados a acreditar em determinadas coisas, fica impossível imaginar as reviravoltas que acontecem. O bacana é que tudo é tão bem explicado, que não deixa aquela sensação de “fui enganado”.

O autor termina o livro sem pressa e te deixa com aquela sensação de quero mais. E, que bom que tem mais. A continuação foi lançada esse ano pela Suma: O prisioneiro do Céu.






Livro: A menina que brincava com fogo

Stieg Larsson - Companhia da Letras, 2012


Praticamente devorei o segundo volume da série. Li as 607 páginas em um dia, tamanha ansiedade que estava. Esse volume é bem mais tenso que o primeiro e bem mais interessante. Nesse livro a personagem Lisbeth é o fator principal. Sua história vai ser revelada. O legal é que vários elementos da personalidade da personagem vão sendo apresentados, mas poucos, apenas nos momentos chave da história. Num suspense e tanto.

SINOPSE: Lisbeth parece uma garota frágil, mas é uma mulher determinada, ardilosa, perita tanto nas artimanhas da ciberpirataria quanto nas táticas do pugilismo. Mikael Blomkvist pode parecer apenas um jornalista em busca de um furo, mas no fundo é um investigador obstinado em desenterrar os crimes obscuros da sociedade sueca, sejam os cometidos por repórteres sensacionalistas, sejam os praticados por magistrados corruptos ou ainda aqueles perpetrados por lobos em pele de cordeiro. Um destes, o tutor de Lisbeth, foi morto a tiros. Na mesma noite, contudo, dois cordeiros também foram assassinados - um jornalista e uma criminologista que estavam prestes a denunciar uma rede de tráfico de mulheres. A arma usada nos crimes não só foi a mesma como nela foram encontradas as impressões digitais de Lisbeth. Procurada por triplo homicídio, a moça desaparece. Mikael sabe que precisa encontrá-la o mais rapidamente possível, pois mesmo uma jovem tão talentosa pode deparar-se com inimigos muito mais formidáveis, e que, se a polícia ou os bandidos a acharem primeiro, o resultado pode ser funesto, para ambos os lados. (retirado da Livraria Cultura)


Esse segundo volume, ainda tem os exageros de detalhes, e 85 páginas a mais que o primeiro, mas ainda assim é mais rápido. A história é intensa, com muito mais mistérios. O suspense é tanto que dá até agonia, de chegar ao final logo. Por várias vezes tive vontade de partir para o final. A historia da vida de Lisbeth é supreendente, de deixar o leitor de boca aberta. 

No primeiro livro não achei o Mikael nada interessante, mas nesse segundo volume Mikael se revela um investigador da maior competência. Ganhou uns pontinhos.

Louca ou brilhante? Culpada ou inocente?  Larsson vai responder a pergunta feita pelo investigador que lidera o caso do triplo homicídio - Bublanski, cuja resposta os leitores também esperam ansiosos, mas não antes de mergulhar o leitor em uma narrativa de deixar qualquer um doente curiosidade, com mais mistérios, muito mais suspense e reviravoltas supreendentes. 




Livro: Os Homens que Não Amavam as Mulheres




Stieg Larsson - Companhia das Letras, 2012


Tinha muitas expectativas quando ao livro. Toda aquela promoção do filme me fez ficar muito ansiosa para ler a série Millennium. Comprei o box à alguns meses, mas como cada livro tem mais de 500 páginas, imaginei que levaria um mês para terminar.  Ledo engano, levei seis dias para terminar o primeiro e um dia para ler o segundo. Um verdadeiro recorde pra mim.

Depois de terminar o primeiro ficava pensando no que iria acontecer, como a história seria retomada, essas coisas. Não suportei a ansiedade e engatei o segundo e tenso A menina que brincava com fogo.

A série chama muito a atenção e depois da refilmagem, foi impossível de ignorar. Como disse, estava cheias de expectativas e todas foram superadas. 

SINOPSE: "Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas - passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios... Quase quarenta anos depois o industrial Henrik Vanger, contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular.  Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger. E que muitos querem vê-lo pelas costas. De preferência, morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois... "(retirado do skoob)

Steig Larsson é um autor e tanto. É impressionante como ele prende a atenção do leitor. São tantos suspenses e mistérios, que o leitor se pergunta, como é que esse cara vai atar todas essas pontas. E ele não só resolve os mistérios existentes, como joga mais mistérios em cena para resolver no próximo livro. É realmente impressionante. 

Os Homens que não amavam as mulheres é um suspense todo amarradinho. Não ficam perguntas sem respostas.  São tantos detalhes técnicos e históricos, que imagino o tempo de pesquisa que ele deve ter gasto.  Os personagens envolvidos no mistério da família Vanger são de dar medo. Nesse primeiro livro somos apresentados aos personagens principais da trilogia: Mikael e Lisbeth. Mikael, apesar de ser o "mocinho" da trama, não me pareceu muito interessante. Já a Lisbeth é intrigante demais. A Lisbeth é tão misteriosa, e imprevisível, que é impossivel parar de pensar nela. Apesar do papel dela ser secundário neste primeiro livro. 

O que não gostei no livro, claro, foram as 522 páginas desnecessárias. Alguns detalhes técnicos são irrelevantes. O autor por várias vezes, discorre páginas e páginas, sobre a configuração dos computadores utilizados, sobre as motos, sobre carros, com descrições  sobre apartamentos e o pior, sobre o mercado imobiliário. Que nada tem a ver com a narrativa principal. Aqueles momentos que leitor sabe que está sendo enrolado (kkk).

Fora esse excesso, o livro é muito bom.



Retrospectiva Literária 2011





Último dia do ano é dia de Retrospectiva Literária proposta pelo blog Pensamento Tangencial.





*** RETROSPECTIVA LITERÁRIA 2011 ***


O livro infanto-juvenil que mais gostei: O dia do Curinga - Jostein Gaarder. Esse foi o primeiro livro que li do autor. Adorei e já estou com mais 3 do autor na estante.








A aventura que me tirou o fôlego: Sem dúvidas. Jogos Vorazes - Suzanne Collins

O romance que me fez suspirar: Não li nada no estilo Nicolas Sparks, mas como "sofri" com as reviravoltas de Orgulho e Preconceito.

A saga que me conquistou: Fui atraída pela capa, mas fui completamente conquistada por Calafrio de Maggie Stiefvater. Agora é esperar a continuação.

O clássico que me marcou: Jane Eyre de Charlote Brönte

O livro que me fez refletir: Muitos. Mas, a Ilha sob o mar de Isabel Allende foi uma surpresa. Assim como do Jostein Gaarder e de CS Lewis que sempre me impactam de tal forma que não paro de pensar por semanas.

O livro que me fez rir: Ri muito com O Guia do Mochileiro das Galáxias de Douglas Adams. Mas apenas os volumes 1,2 e 3. Depois disso acho que o Douglas perdeu um pouco do "Humor maluco" dos primeiros volumes.

O livro que me fez chorar: A caminho do poço de lágrimas de Andre Vianco.







O melhor livro de fantasia: O Guia do Mochileiro das Galáxias, apenas os volumes. 1, 2 e 3. de Douglas Adams.

O livro que me decepcionou: O morro dos ventos uivantes de Emily Brönte. Achei tão sombrio e triste. Mas acho que fui influenciada pelo tema romance e devo ler novamente sem pré-conceito.

Agora a saga Fallen realmente é muito ruim, sem a menor sombra de dúvida. Até gostei do Fallen e o Tormenta achei suportavél, mas Paixão é terrível e saber que ainda terá mais livros é demais para mim.

O livro que me surpreendeu: Rumo ao Farol e Mrs. Dalloway de Virginia Woolf.

A frase que não saiu da minha cabeça:

"As pessoas ficariam malucas se os astronautas descobrissem um outro planeta vivo...pena que o seu próprio planeta não consiga tirá-las dos eixos." Jostein Gaarder em O dia do Curinga.

O(a) personagem do ano: Elizabeth Bennet.

O casal perfeito: A combinação é perfeita: Elizabeth Bennet e Mr. Darcy.

O(a) autor(a) revelação: Quero muito ler A bandeja de Lycia Barros, a autora foi muito recomendada, acho que foi a revelação de 2011.

O melhor livro nacional: Não li nada nacional, mas na minha estante Mario Quintana está aguardando. E recentemente li trechos de Martha Medeiros e adorei.

O melhor livro que li em 2011: A Ilha Sob o Mar de Isabel Allende. O primeiro que li da autora e fiquei muito impressionada.





**

Li em 2011 55 livros.
A minha meta literária para 2012 é: É diversificar ainda mais. Conhecer autores nacionais. Ler um pouco mais e melhor que 2011.

Os livros





Livro: Jogos Vorazes






Suzanne Collins - Rocco (jovens leitores), 2010




Esse livro estrou para minha lista dos "100" depois de ouvir a Iris Figueiredo do Literalmente Falando fazendo vários elogios a ele. E como adoro indicações de blogueiros e promoções do Submarino não pude deixar de comprar.

O livro conta a história de Panen um país dividido em 13 distritos. Todos os distritos vivem em função da Capital. Cada distrito é obrigado a dar o que de melhor sabe fazer. De forma que os distritos vivem em extrema pobreza e a Capital em luxo.

Revoltados com a situação eles dão inicio a uma Revolução, porém a Capital vence a batalha e para servir de exemplo destroi completamente o 13º distrito.

Após a revolução a Capital institui os Jogos Vorazes. A cada ano os 12 distritos sorteiam 2 tributos, sendo um menino e uma menina para oferecer aos Jogos. E como punição os distritos são obrigados a festejar os Jogos como se fosse uma festa e ser sorteado como uma grande honra.

O Jogo é mortal. Da arena só pode sair um vencedor. Para os jogadores não há a menor alegria nisso, mas para Capital é extremanente divertido ver crianças e adolescentes lutando pela sobrevivencia. A desgraça daquelas crianças e seus distritos garantem a diversão de poucos.

A Capital usa inúmeras artimanhas para fazer dos Jogos um sucesso. Quando os Jogos se iniciam os trabalhadores são dispensados e a energia eletrica é liberada para que todos possam assistir as transmissões ao vivo. E o mais importante o prêmio do vencedor é Comida para seu Distrito. Não há como fugir dos Jogos.



Após ter a sua irmã de 12 anos sorteada. Katniss se oferece para ir em seu lugar.A partir dai se inicia a narrativa mais emocionante e diferente de tudo que li esse ano.

Acompanhar as transformações da vida de Katniss é desconcertante. É uma mistura de sensações. Não há como não se envolver. Você vai do romance a raiva, do riso ao choro, da alegria ao ódio em uma mesma página junto com a personagem.

Cada personagem é tão bem escrito, tão misterioso, que é possível identificar suas reais intenções. E é esse clima todo de mistério que nos faz ficar fixados. Por isso é quase impossível parar de ler.



O livro é viciante. Espero que o filme que está previsto para estrear em 2012 seja fiel ao livro. Vai ser massa ver na telona a guerreira Katniss.

Super recomendado!




Cíntia Masa



Livro: A llha Sob o Mar








Isabel Allende - Bertrand Brasil, 2010





Nunca tinha lido nada de Isabel Allende. Ela é a autora latino-americana, mais comentadada e badalada no mundo, chegou ter a sua popularidade comparada com o Gabriel García Márquez.

Pocurei um exemplar para comprar e de cara A Ilha sob o Mar me chamou atenção, pela... Capa, é claro! Simplesmente amei a capa, da jovem negra com borboletinhas no cabelo. E quando chegou, pude constatar que as borboletinhas são em auto-relevo. Brilhante!




Não costumo ler sinopses, então não fazia idéia sobre o assunto do livro. O que não importa muito na minha opinião, pois gosto de cair de cabeça numa leitura nova, sem prevenções contra riscos.

O livro se inicia no século XVIII, na colonia francesa de Sain-Dominigue, a ilha que conhecemos hoje como Haiti. Contando a história da jovem escrava Zarité, suas danças, seus sonhos, suas dores, suas alegrias, a maternidade, o amor, a quase morte, sua fuga, e sua estrela - z'etoile.

Como plano de fundo da vida da escrava Zarité, temos o relato histórico fiel dos horrores sofridos pelos Africanos, que foram sequestrados e levados para o Haiti.

O livro é bem forte. Conta como essa nação foi criada em meio a dor e ao caos. Algumas coisas que até pouco tempo eu não compreendia. Porque os haitianos, não tem a "noção" de soberania nacional, de país? Porque existem esses guerilheiros fazendo mal ao seu prórpio povo em meio a tanta miséria?

Lendo esse livro eu compreendi. A colonia de Saint-Dominigue era a mais rica e mais produtiva da França, sua produção não podia parar. Os escravos levados para lá trabalhavam até a morte. Muitos não sobreviviam nem 6 meses depois de chegar à Ilha. Acredito que os sentimentos de seus antepassados, de dor, raiva, opressão, saudades, ainda ecoam por lá.

Quanto ao romance, é uma viagem. A história da forte Zarité é de arrebatar. Muito recomendado.


Cíntia Masa

Livro: Bubble Gum






Lolita Pille - Ed.Intrínseca



Li esse livro porque vi na blogosfera muitas recomendações, pela capa tirei algumas conclusões erradas. Fui supreendida com o desenrolar da leitura, até porque não li ninguém comentar que drogas, promiscidade, prostituição, degradação, tristeza, depressão são o pano de fundo do livro.

Li algumas opiniões sobre a autora, a polêmica Lolita Pille, mas não li nada sobre o clima pesado de seu livro. O livro fala sobre Manon uma garota do interior que sonha em ser famosa e Derek, um playboy que não faz absolutamente nada da vida e passa metade dos dias, ora entediado, ora drogado, ou alcolizado, ora tudo ao mesmo tempo. Para se distrair Derek tem uma grande idéia. Construir alguém, realizar todos os sonhos desta pessoa, para depois arranca-lhe tudo, destrui-la. Nesse momento surge Manom na vida de Derek e é claro, ela é escolhida por Derek para ser a vítima de seu plano sórdido.

No livro não encontramos um homem bom e nenhuma mocinha inocente. Todos são corruptíveis. Para conseguir o que querem fazem qualquer coisa. Não há como amá-los e nem detestá-los. São personagens totalmente humanos. Falhos como os humanos.

O livro é controverso. Oras usa de uma linguagem chocante, pesada e muito vulgar.  Algumas vezes é tão formador de opinião e quase tão confuso quanto os livros de filosofia e sociologia que já li. Tudo é tão crítico que dá para perceber que não é apenas a opinião de um personagem. Transcende o personagem e personifica a autora. É como se a Lolita emergisse do livro e gritasse aquelas palavras na nossa cara.

É extremamente crítico da sociedade em geral e do comportamente destrutivo humano.

Gostei da escrita, "tipo monólogo". Os dois personagem, cada um em seu momento conversam com o leitor. O início é empolgante, o meio é cansativo e perdido, o final é incrivelmente supreendente.

Não costumo não recomendar uma leitura. Portanto se voce não suporta livros desbocados, sinceros até chocar, não leiam. Mas, não há nada melhor do que tirar suas próprias conclusões, principalmente quando se trata de autores polêmicos.



Cíntia Masa


   
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